quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Como uma Melodia...
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Os Caminhos do Amor
Já havia preparado o post sobre a adoção para a coletiva organizada pela Georgia e pelo Dacio, quando vi domingo na televisão Johnny Halliday, o mais popular cantor francês com sua esposa e sua filhinha adotiva Jade, que nasceu no Vietnã. Ele cantou uma música transbordante de amor que fez para ela (letra abaixo), achei tão emocionante, aquelas imagens e aquela canção diziam tudo, precisava trazê-las aqui para esta blogagem. Eles conseguiram adotar a pequena Jade graças à interferência pessoal do então presidente Chirac e sua esposa, pois Letícia não pode ter filhos (ele já tinha dois filhos adultos de casamentos precedentes) e aqui na França também, o caminho para a adoção é uma verdadeira "via sacra".
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quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Aquarela
Este post faz parte da Tertúlia Virtual organizada pelo Varal de Idéias e pelo Expresso da Linha.
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sábado, 23 de agosto de 2008
O Danúbio Azul
Visitei a fonte do Danúbio há alguns anos (foto acima), e a vendo assim tão singela e simples é difícil imaginar que é a origem de um dos rios mais importantes da Europa, que atravessa 10 países, 4 capitais e foi testemunha de muitos acontecimentos marcantes na história da Europa central e oriental, como guerras, aparição e desaparecimento de impérios e nações. Mas ele tem também seu lado romântico, como nos lembra Strauss com seu Danúbio Azul. Para este fim de semana proponho a vocês este passeio seguindo o Danúbio de sua fonte na Floresta Negra na Alemanha até seu delta no mar Negro, entre a Ucrânia e a Romênia. Dos lugares em que o vi, eu o achei mais belo em Budapeste. E vocês, o que acham? ▲ Alto da Página ▲ |
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
Das Rosas...
Esta rosa que foi fotografada no Parque do Charmois aqui perto de casa e que estou postando para o "Today's Flowers" me faz lembrar a canção "Das Rosas", na qual Caymmi diz :
"Um amigo meu disse que em samba
Canta-se melhor flor e mulher
E eu que tenho rosas como tema
canto no compasso que quiser"
Mas ele não cantou somente estes temas, no seu magnífico repertório, a flor e a mulher deram largamente lugar ao mar, que quando quebra na praia, é bonito, é bonito..., seus pescadores, suas divindades e tristezas :
"Ô 
canoeiro
bota rede,
bota rede no mar
ô canoeiro
bota rede no mar.
Cerca o peixe,
bate o remo,
puxa corda,
colhe a rede,
ô canoeiro
puxa rede do mar."
"O marinheiro bonito
Sereia do mar levou
É doce morrer no mar...
Nas ondas verdes do mar meu bem
Ele se foi afogar
Fez sua cama de noivo
No colo de Iemanjá..."
Mas sem dúvida o que ele cantou com mais força foi seu amor à Bahia e sua bela Salvador, com suas praias, sua religiosidade e seus quitutes, e a saudade que ele sentia quando estava longe dela :
"São Salvador, Bahia de São Salvador
A terra do branco mulato
A terra do preto doutor
São Salvador, Bahia de São Salvador "
"No tabuleiro da Baiana tem
Vatapá, Carurú, Mungunza tem Ungu pra io io
Se eu pedir você me dá
o seu coração,seu amor de ia ia
No coração da Baiana também tem
Sedução, cangerê, ilusão, candomblé"
"Bota castanha de caju
Um bocadinho mais
Pimenta malagueta
Um bocadinho mais"
"Coqueiro de Itapoã, coqueiro
Areia de Itapoã, areia
Morena de Itapoã, morena
Saudade de Itapoã me deixa"
E o inesquecível convite :
"Você já foi à Bahia, nêga?
Não?
Então vá!"
Mas quando soa o momento do Acalanto:
"Lá no céu
Deixam de cantar 
Os anjinhos
Foram se deitar "
"E assim adormece este homem
Que nunca precisa dormir pra sonhar"
Certamente lá onde estiver ele vai encontrar seu gantoise :
"A estrela mais linda, hein
Tá no gantoise
E o sol mais brilhante, hein
Tá no gantoise
A beleza do mundo, hein
Tá no gantoise
E a mão da doçura, hein
Tá no gantoise
O consolo da gente, ai
Tá no gantoise
E a Oxum mais bonita hein
Tá no gantoise"
Valeu, Dorival Caymmi!
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quinta-feira, 12 de junho de 2008
A Diva
Na verdade ela canta em francês e inglês, pois nasceu em Québec, na parte froncófona do Canadá. Começou sua carreira cantando no restaurante familiar, ela era a atração como a caçula de uma família de 14 irmãos. Depois do Canadá, seu sucesso alcançou a Europa, os Estados Unidos e o resto do mundo, já tendo vendido milhões e milhões de discos.
Céline Dion e seu marido e empresário René Angelil
Fez uma pausa em sua carreira de 2000 a 2002, para ter um filho e dar apoio a seu marido que teve um câncer na garganta (e se curou). Voltando ao mundo dos shows se fixou em Las Vegas durante 3 anos, onde foi construído um teatro especialmente para suas apresentações. Atualmente, já "pegou a estrada" de novo, realizando espetáculos pelo mundo.
Dizem que ela é megalomaníaca (como no caso de seu casamento de mil e uma noites), que ela tem mau gosto para se vestir (isto é incontestável...) e que é "lisa" em relação aos problemas sérios do mundo, não se engajando. Por outro lado a espontaneidade e a generosidade também fazem parte do mito criado em torno de Céline Dion.
Uma coisa é certa, ela canta o amor como ninguém. E como esta semana é a do "Dia dos Namorados" no Brasil, coloco aqui algumas de suas canções românticas para que você curta ao lado de seu(sua) amado(a).
Feliz Dia dos Namorados!
Vídeos de algumas de minhas canções preferidas de Céline Dion :
Pour que tu m'aimes encore
S'il suffisait d'aimer (linda de morrer!!)
My heart will go on (tema do filme "Titanic")
Ziggy
Sous le vent (com Garou)
Veja também :
Biografia com discografia de Céline Dion
Site oficial de Céline Dion
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segunda-feira, 28 de abril de 2008
O Poeta da Rive Gauche
"Abrindo aspas para a poesia" a convite da Lunna, encontrei um problema. Adoro poesia, mas devido à minha (de)formação técnica não conheço muitos poetas. Na língua portuguesa meu preferido é Fernando Pessoa e seus heterônimos e quando estava na escola em todas as festas recitava poesias de Castro Alves e Olavo Bilac, a pedido das professoras. Felizmente a blogosfera está me ajudando a preencher estas lacunas, tenho aprendido muito sobre Cecília Meirelles, Clarice Lispector, Mário Quintana e sobre os poetas da nova geração, principalmente os que são blogueiros e talentosos, não é mesmo, Lunna?pintar primeiro uma gaiola
com uma porta aberta
alguma coisa simples
alguma coisa bela
alguma coisa útil
para o pássaro
colocar em seguida a tela contra uma árvore
num jardim
num bosque
ou numa floresta
se esconder atrás da árvore
sem dizer nada
sem se mexer...
As vezes o passarinho chega depressa
mas ele pode também levar vários anos
antes de se decidir
Não desanimar
esperar
esperar durante anos se necessário
a velocidade ou a lentidão da chegada do pássaro
não tem nenhuma relação
com o sucesso do quadro
Quando o passarinho chegar
observar o mais profundo silêncio
esperar que o passarinho entre na gaiola
e quando ele tiver entrado
fechar devagarinho a porta com o pincel
depois
apagar uma por uma todas as grades
tomando cuidado para não tocar em nenhuma pena do passarinho
Fazer depois o retrato da árvore
escolhendo o mais belo de seus galhos
para o pássaro
pintar em seguida a folhagem verde e a frescura do vento
a poeira do sol
e o ruído dos bichos da erva no calor do verão
e depois esperar que o passarinho resolva cantar
Se o passarinho não cantar
é mau sinal
sinal que o quadro não é bom
mas se ele cantar é bom sinal
sinal que você pode assinar
Então arranque bem devagarinho
uma das penas do passarinho
e escreva o teu nome num canto do quadro.
Paris na Época de Jacques Prévert
Para ouvir o poema "Pour Faire le Portrait d'un Oiseau" na voz de Yves Montand clique aqui. (neste caso, não esqueça de parar a música do diaporama no seu canto esquerdo inferior)
Foto do pássaro : do livro "Aves Brasileiras e Plantas que as Atraem" de Johan Dalgas Frisch e Christian Dalgas Frisch 3° edição pg. 386
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Edith Piaf

A lenda diz que "ela nasceu sob um lampadário, em uma rua de Paris". Podemos gostar ou não de seu estilo, apreciar ou não suas canções, mas uma coisa não podemos negar : Edith Piaf, com sua voz possante e clássicos como “Hymne à l’amour”, “La Vie en Rose”, “La Foule”, é um monumento da música francesa. Para conhecer um pouco mais sobre o personagem, fui ver o filme que foi lançado recentemente com grande suporte publicitário, "La Môme" (no Brasil "Um Hino ao Amor"). Não me arrependi, a vida desta artista foi uma verdadeira saga.
Seus pais eram artistas, a mãe cantora e o pai contorsionista. A mãe a abandonou ainda pequena, e, enquanto seu pai estava na guerra, ela foi criada pela avó, que era a "cafetina" de uma “maison close” (casa de prostitutas). Depois o pai veio buscá-la e ela o seguiu pelas estradas em suas andanças de saltimbanco. Crescendo, ela se tornou uma cantora de rua, até que foi descoberta e introduzida no mundo do “music hall”, ponto de partida de uma fulgurante carreira internacional.
Ela foi uma pessoa cheia de contradições. Generosa, pois lançou a carreira de grandes nomes como Yves Montand, Compagnons de la Chanson, etc... e também egoísta e despótica, pois não aceitava conselhos e não se importava com a conseqüência de seus atos sobre as pessoas que a rodeavam.
Ela era baixinha e longe de um padrão de beleza...no entanto conseguiu seduzir alguns dos homens mais cobiçados da sua época, como Yves Montand, Georges Moustaki, sem falar de seu grande amor, o pugilista Marcel Cerdan (que morreu tragicamente em um desastre de avião) e de seu último marido, vinte anos mais jovem que ela. Forte, pois superou os problemas de sua infância e fez uma carreira maravilhosa... e ao mesmo tempo fraca, pois se deixou vencer pelo álcool e pelas drogas, que causaram sua morte quando ela tinha apenas 48 anos (no mesmo dia que seu amigo Jean Cocteau).
A artista que interpreta Piaf é Marion Cotillard, fisicamente completamente diferente do personagem, a semelhança foi criada por 5 h diárias na sala de maquilagem (em algumas cenas, dá para perceber que sobrancelhas foram coladas sobre as da atriz). Mas os que conheceram Piaf dizem que o gestual e a postura da atriz são tão perfeitos que se tem a impressão que ela é “possuída” pela cantora.
As canções do filme são na própria voz de Edith Piaf, aí embaixo coloco a letra da canção que traduzia seu estado de espírito no final de sua vida “Non, je ne regrette rien” (Não, não lamento nada).
Letra de Michel Vaucaire
Música de Charles Dumont
Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait
Ni le mal tout ça m'est bien égal !
Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié
Je me fous du passé !
Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu
Mes chagrins, mes plaisirs
Je n'ai plus besoin d'eux !
Balayées les amours
Et tous leurs trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro
Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Ni le bien, qu'on m'a fait
Ni le mal, tout ça m'est bien égal !
Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Car ma vie, car mes joies
Aujourd'hui, ça commence avec toi !
Clique aqui para ver trechos do filme « Um Hino ao Amor”
Clique aqui para ver outros vídeos de Edith Piaf
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Em Busca dos Sonhos
J'irai jusqu'au bout de mes rêves, diz a canção...quer dizer, vou buscar meus sonhos até alcançá-los. Pois amigos, é isto que desejo para vocês neste ano de 2008 : que vocês procurem sempre a realização de seus sonhos mais preciosos...
FELIZ 2008 !
Canção : Au Bout de Mes Rêves
Autor : Jean-Jacques Goldman
Cantam : Celine Dion, Garou, Jean-Jacques Goldman e Pascal O'Bispo
Vídeo da gravação original
Letra da Música
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
Saber Amar

Savoir Aimer
Florent Pagny
Letra : Lionel Florence
Música : Pascal O'Bispo
Savoir sourireSaber sorrir,
À une inconnue qui passe,
A uma desconhecida que passa
N'en garder aucune trace,
Sem guardar nenhum traço
Sinon celle du plaisir
Que não seja o do prazer
Savoir aimer
Saber amar
Sans rien attendre en retour,
Sem nada esperar em troca
Ni égard, ni grand amour,
Nem atenção, nem grande amor,
Pas même l'espoir d'être aimé,
Nem mesmo a esperança de ser amado,
Mais savoir donnerMas saber ofertar
Donner sans reprendre,
Ofertar sem retomar,
Ne rien faire qu'apprendre
Somente ensinar
Apprendre à aimer,
Ensinar a amar
Aimer sans attendre,
Amar sem esperar
Aimer à tout prendre,
Amar para tudo obter,
Apprendre à sourire
Ensinar a sorrir
Rien que pour le geste,
Simplesmente pelo gesto,
Sans vouloir le reste,Sem querer o resto,
Et apprendre à Vivre
E ensinar a Viver
Et s'en aller.
E ir embora.
Savoir attendre,
Saber esperar,
Goûter à ce plein bonheur,
Experimentar esta felicidade plena,
Qu'on vous donne comme par erreur,
Que se recebe como por engano.
Tant on ne l'attendait plus.
De tal forma já não se esperava mais.
Se voir y croireSe ver acreditando nisto
pour tromper la peur du vide
para enganar o medo do vazio
Ancrée comme autant de rides
Ancrado como tantas rugas
Qui ternissent les miroirs
Que estragam os espelhos
Saber sofrer
En silence, sans murmure,
Em silêncio, sem murmúrio,
Ni défense ni armure
Nem defesa nem armadura
Souffrir à vouloir mourir
Sofrer tanto que se quer morrer
Et se relever
E se reerguer
Comme on renaît de ses cendres,
Como se renasce das cinzas
Avec tant d'amour à revendre
Com tanto amor para revender
Qu'on tire un trait sur le passé.
Que o passado é esquecido.
Apprendre à rêverEnsinar a sonhar
À rêver pour deux,
A sonhar por dois
Rien qu'en fermant les yeux,
Simplesmente fechando os olhos,
Et savoir donner
E saber dar
Donner sans rature
Dar sem rasura
Ni demi-mesure
Nem meia medida
Apprendre à rester.
Ensinar a ficar.
Vouloir jusqu'au bout
Querer até o fim
Rester malgré tout,
Ficar apesar de tudo,
Apprendre à aimer,
Ensinar a amar,
Et s'en aller,
E ir embora.
quinta-feira, 21 de junho de 2007
A Festa da Música

V
inte e um de junho, dia do solestício de verão, a noite mais curta do ano no hemisfério norte e também o dia da "Festa da Música".Quem criou esta festa aqui na França foi o antigo ministro da cultura Jack Lang. Vendo que a metade dos franceses toca algum instrumento musical, resolveu instituir um dia para que eles possam sair nas ruas e exprimir sua arte, tanto os músicos amadores quanto os profissionais. A idéia, lançada há 16 anos, fez tanto sucesso que se espalhou pelo mundo.
Então, na noite da "Festa da Música", quando se passeia pelas cidades pode-se ouvir todo tipo de música e em todo lugar. Música clássica, ópera, rock, música das Antilhas, da Reunião, brasileira, cantos árabes, nas esquinas das ruas, nas praças, nos parques, nos restaurantes, nos jardins dos imóveis e também nas salas de concertos, e até nos museus. Mas se vê e ouve de tudo, grupos mesmo amadores que são muito bons, alguns francamente horríveis e em alguns lugares os sons de grupos diferentes se misturam e o resultado é a cacofonia.
Para os músicos amadores é um dia importante : eles ensaiam durante o ano todo para se apresentarem na "Festa da Música". Vejam um exemplo no vídeo abaixo, que mostra um grupo francês fazendo uma batucada brasileira aqui em Nancy. Vocês vão ver que falta a espontaneidade e o gingado, mas sobra esforço e entusiasmo, eles tem até uniforme!
E como hoje falamos de música, coloque abaixo três canções que gosto de escutar. Acredito que vocês já devem conhecer a voz deliciosa de Norah Jones e o tango eletrônico do Gotan Project. Quanto ao Florent Pagny, é um cantor francês meio polêmico, mas tem uma voz belíssima e suas canções são muito bem escolhidas.
Mudando de assunto gostaria de contar uma novidade. Vocês sabem que existem blogueiras brasileiras espalhadas pelo mundo todo...e também que o lugar mais gostoso para se reunir e bater um papo preparando um gostoso quitute é a cozinha. Pois algumas blogueiras de continentes diferentes (por enquanto a Sam no Brasil, a Lina no Japão e eu, aqui na França) se reuniram e criaram o blog "Conversas (virtuais) de Cozinha", onde todos são benvindos.
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sexta-feira, 25 de maio de 2007
E o mundo cantou em Nancy...

Alguns combinaram canto e dança como os espanhóis e os peruanos, outros apresentaram músicas folclóricas como as finlandesas, alguns sérios cantando música sacra como as polonesas e as romenas, outros com números engraçados como os filipinos da Arábia Saudita (exatamente, o coral da Arábia Saudita era composto por filipinos radicados neste país). Desta vez, os que fizeram o maior sucesso foram os asiáticos, como os filipinos e os mongóis. Estes últimos com trajes suntuosos, proezas vocais inéditas (pelo menos para mim) como o canto "na garganta" e outros sons pouco conhecidos pelas nossas orelhas ocidentais.
O momento culminante foi mágico : todos os corais juntos, reunindo 1100 cantores num palco na linda Praça Stanislas toda iluminada com seus lampadários barrocos se refletindo nas fontes douradas, repleta de expectadores, num começo de noite magnífico com lua e tudo, cantando juntos a música "Chanter", num karaokê imenso, no qual o público foi convidado a participar. De arrepiar...
Os vídeos deste ano ainda não estão disponíveis mas pode-se ver um extrato da apresentação final de um dos grupos na Praça Stanislas em 2005 (o festival ocorre a cada dois anos) abaixo.
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segunda-feira, 26 de março de 2007
Edith Piaf

A
lenda diz que "ela nasceu sob um lampadário, em uma rua de Paris". Podemos gostar ou não de seu estilo, apreciar ou não suas canções, mas uma coisa não podemos negar : Edith Piaf, com sua voz possante e clássicos como “Hymne à l’amour”, “La Vie en Rose”, “La Foule”, é um monumento da música francesa. Para conhecer um pouco mais sobre o personagem, fui ver o filme que foi lançado recentemente com grande suporte publicitário, "La Môme" (A Garota). Não me arrependi, a vida desta artista foi uma verdadeira saga.Seus pais eram artistas, a mãe cantora e o pai contorsionista. A mãe a abandonou ainda pequena, e, enquanto seu pai estava na guerra, ela foi criada pela avó, que era a "cafetina" de uma “maison close” (casa de prostitutas). Depois o pai veio buscá-la e ela o seguiu pelas estradas em suas andanças de saltimbanco. Crescendo, ela se tornou uma cantora de rua, até que foi descoberta e introduzida no mundo do “music hall”, ponto de partida de uma fulgurante carreira internacional.
Ela foi uma pessoa cheia de contradições. Generosa, pois lançou a carreira de grandes nomes como Yves Montand, Compagnons de la Chanson, etc... e também egoísta e despótica, pois não aceitava conselhos e não se importava com a conseqüência de seus atos sobre as pessoas que a rodeavam.
Ela era baixinha e longe de um padrão de beleza...no entanto conseguiu seduzir alguns dos homens mais cobiçados da sua época, como Yves Montand, Georges Moustaki, sem falar de seu grande amor, o pugilista Marcel Cerdan (que morreu tragicamente em um desastre de avião) e de seu último marido, vinte anos mais jovem que ela. Forte, pois superou os problemas de sua infância e fez uma carreira maravilhosa... e ao mesmo tempo fraca, pois se deixou vencer pelo álcool e pelas drogas, que causaram sua morte quando ela tinha apenas 48 anos (no mesmo dia que seu amigo Jean Cocteau).
A artista que interpreta Piaf é Marion Cotillard, fisicamente completamente diferente do personagem, a semelhança foi criada por 5 h diárias na sala de maquilagem (em algumas cenas, dá para perceber que sobrancelhas foram coladas sobre as da atriz). Mas os que conheceram Piaf dizem que o gestual e a postura da atriz são tão perfeitos que se tem a impressão que ela é “possuída” pela cantora.
As canções do filme são na própria voz de Edith Piaf, aí embaixo coloco a letra da canção que traduzia seu estado de espírito no final de sua vida “Non, je ne regrette rien” (Não, não lamento nada).
Non, je ne regrette rien (vídeo aqui)
Letra de Michel Vaucaire
Música de Charles Dumont
Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Ni le bien qu'on m'a fait
Ni le mal tout ça m'est bien égal !
Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
C'est payé, balayé, oublié
Je me fous du passé !
Avec mes souvenirs
J'ai allumé le feu
Mes chagrins, mes plaisirs
Je n'ai plus besoin d'eux !
Balayées les amours
Et tous leurs trémolos
Balayés pour toujours
Je repars à zéro
Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Ni le bien, qu'on m'a fait
Ni le mal, tout ça m'est bien égal !
Non ! Rien de rien
Non ! Je ne regrette rien
Car ma vie, car mes joies
Aujourd'hui, ça commence avec toi !
Clique aqui para ver trechos do filme « La Môme”
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