sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A Jornada do Patrimônio

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As Jornadas do Patrimônio acontecem na Europa no mês de setembro e permitem conhecer lugares e monumentos que ficam fechados ao público durante o resto do ano. Por exemplo, os que estavam em Paris podiam visitar o Palácio do Eliseu e alguns que foram ao Palácio de Matignon puderam mesmo apertar a mão do primeiro ministro François Fillon.

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Este ano fomos visitar uma cidade não muito distante aqui de Nancy, às margens do rio Moselle, que se chama Pont-à-Mousson. Já falei dela aqui, quando contei as visitas às exposições "Jardim de Cristal" e "Pesos de Papel de Cristal", ambas na Abadia dos Prémontrés. Mas a cidade não se resume à esta abadia, e resolvemos conhecer o interior de seus outros monumentos, começando pela Praça Duroc.

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Trata-se de uma praça triangular, rodeado de edifícios apresentando grandes arcadas, a maior parte da época da Renascença. No seu centro se encontra uma fonte, que foi rebatizada em homenagem aos soldados americanos que liberaram a cidade durante a Segunda Guerra Mundial. Nela se encontra o "ofício de turismo", a "Casa dos Sete Pecados Capitais" (não, não é o que o nome indica, atualmente é um banco) e a prefeitura. Pena que as fachadas não estão limpas o que esconde a beleza da praça. Mas no interior dos edificios é diferente...

Pois é, porque devido às Jornadas do Patrimônio pudemos entrar nas várias salas da prefeitura. É um prédio imponente e nos salões mais importantes como o lugar onde acontecem os casamentos e o salão de reunião dos vereadores são recobertos por belas tapeçarias e estátuas representando cenas da Antigüidade greco-romaine.

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Visitamos também a Igreja Saint Martin e a Igreja Saint Laurent. Na primeira, estava em exposição o altar que foi encomendado a um pintor holandês por uma grande dama da cidade, chamada Philippe de Gueldre. Ela foi esposa do duque René II da Lorena e após a morte deste entrou para o convento. O altar representa várias cenas bíblicas com uma riqueza de detalhes impressionante. Tivemos a sorte de la encontrar o autor de um livro que fala sobre ele, que não poupou explicações sobre a obra, o que acrescentou uma outra dimensão à nossa visita.

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A outra igreja, que se ergue majestosa às margens do rio Moselle, com suas torres hexagonais sobre bases quadradas, tem uma fachada toda trabalhada como uma renda. No seu interior, o que mais chama a atenção é um conjunto de esculturas representando o sepultamento de Cristo, rodeado pela Virgem Maria e pelos apóstolos. Os vitrais desta igreja são suntuosos, representando cenas bíblicas.

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Terminamos a visita pelo Museu "Au Fil du Papier", onde acompanhamos a história da ascensão e da queda da indústria do "Papier Maché" na cidade, na época na qual se fazia desde caixinhas até móveis com papel maché...e que foi destronado pelo advento do plástico no mundo. Os objetos expostos apresentam belos motivos florais a maioria de inspiração oriental. Pont-à-Mousson foi o berço e é a sede da empresa de canalizações Saint Gobain, uma gigante que tem filiais no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Sua evolução também está representada em uma das salas do museu.

Aprendemos muito sobre Pont-à-Mousson, e com o que já sabemos e todas as fotos que temos daria até pensamos em fazer um livro...ou um site, ou um CD...vamos ver!

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