Que horas são? Il est cinq heures, Paris s'éveille (São cinco horas, Paris desperta), diz a canção. Mas para que esta pergunta clássica tenha sentido deveríamos acrescentar "aonde" e para saber se é dia ou noite precisaríamos também conhecer a latitude e a estação do ano...você já pensou o que está fazendo sua amiga que mora no Japão, por exemplo, quando você está se levantando? E quem nunca ficou acordado até altas horas para ver um acontecimento que se passa no outro lado do mundo, como os últimos Jogos Olímpicos? Ou ficou derrubado devido à diferença de fuso horário quando fez uma viagem?
Isto acontece porque a Terra foi dividida em 24 fusos horários, tendo como ponto de partida o meridiano de Greenwich que passa em Londres, e que permite a cada país de ajustar seus horários ao horário solar. E o interessante é que existe no Pacífico uma região de mudança de data (felizmente não habitada), na qual você ganha um dia se a atravessa no sentido oeste-leste e perde um dia se viaja no sentido contrário (lembram do livro "A Volta ao Mundo em 80 Dias", de Júlio Verne?)
Dizem que o tempo não pára. Pois no diaporama abaixo, nós vamos fixá-lo e nos deslocarmos no espaço, dando uma volta ao mundo para ver o que está acontecendo nos vários pontos da Terra quando em Londres, que é o ponto de partida para determinar a hora no mundo, são 6h da manhã...Vamos lá?
Update 23/09/2008
Gilrang, a quem agradecemos, deixou o seguinte comentário sobre o tempo :
"...ainda hoje discutia com um amigo sobre a navegação na época dos descobrimentos e a orientação pelos astros e estrelas com o sextante e o astrolábio. o tempo e a sua medição foram fundamentais para que o posicionamento fosse algo próximo do real. ao contrário dos GPS de hoje, em que várias medições de posição em relação aos satélites são quase simultâneas, naquela época, as medições eram feitas com intervalos de até cinco minutos de diferença entre si, o que tornava o posicionamento bastante impreciso.
em la isola del giorno prima (a ilha do dia anterior), umberto eco relata as dificuldades que as imprecisões na medição do tempo causaram aos navegantes que cruzavam a linha de mudança de data.
mas o incrível de tudo isso é ver que, no fim, o tempo é como um poeta que deixa as marcas da sua poesia em tudo o que ele toca..."
E a Jugioli (merci, Ju) disse :
"...para falar do tempo, que segundo a simbologia é simbolizado pela Rosácea, pela roda, com seu movimento giratório, pelos dozes signos do Zodíaco, que descrevem o ciclo da vida. Sei por uma amiga astrológa... e adoro essa idéia do círculo, onde o centro nos rege e mantém, um começo e um fim."
E falando em tempo, o texto abaixo faz parte da introdução da emocionante série "As Aventuras de Arnaldo Rocha - Elétrico 15", de autoria do Jorge Pinheiro, que é publicada às terças e sextas-feiras simultaneamente no "Expresso da Linha" em Portugal e no "Varal de Idéias" no Brasil.
"Como dizia Santo Agostinho, o tempo não existe: o passado já passou; o futuro ainda não chegou; o presente acabou de passar. Arnaldo Rocha é um agente especial da poderosa 'Organização' que tenta, desesperadamente, criar o 'Quinto Império', a união do norte e do sul, do leste e do oeste. Arnaldo Rocha percorre o tempo atrás do mito."
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