sexta-feira, 20 de junho de 2008

A Poesia de Vidro

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Entre as formas de expressão artística, entre as que mais aprecio estão algumas que tem o vidro ou o cristal como suporte. Acho maravilhoso como os artistas jogam com as formas, a luz e as cores para fazer vibrar a transparência. Porisso vou falar deste artista, cujas obras conheci há muitos anos e que me marcaram pois ele alia a esta beleza do vidro temas como o espaço e os mistérios do céu estrelado, criando verdadeiros poemas em vidro.

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E eu acreditei ver a fada com o chapéu de luz que outrora nos meus sonhos de criança mimada passava, deixando sempre de suas mãos entreabertas nevar brancos buquês de estrelas perfumadas.



Stéphane Malarmé - Aparição


Trata-se de Yan Zoritchak, radicado na França, mas que veio da Tchecoslováquia, um país que tem uma grande tradição na arte do vidro e do cristal. Seu mestre na "Escola de Praga" foi Stanislav Libensky, um grande nome neste domínio. Como outras influências ele teve o escultor Brancusi, que ele considera seu "pai espiritual" e também o criador da escola Bauhaus, Walter Gropius, que o inspirou na adoção de formas geométricas abstratas.

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As estrelas eu disse um dia : "Vocês não parecem felizes ; suas luzes tem ternuras dolorosas no infinito escuro ...
Elas me disseram : "Nós somos sós. Cada uma de nós é muito distante das irmãs das quais nos acreditam vizinha...
E eu lhes disse : "Eu as comprendo ! Pois vocês são como as almas. Como vocês, cada uma brilha, longe de suas irmãs que parecem próximas dela. E a solidão imortal queima em silêncio na noite.


Sully Prudhome - As Solidões


Em suas obras, ele busca sempre formas perfeitas obedecendo às relações de harmonia da geometria e da matemática mostrando uma busca mística da beleza existente nelas. Um outro grande tema de seu trabalho foi o espaço cósmico, procurando estabelecer sempre esta ligação entre o céu e a terra, por meio de seus asteróides, lagos espaciais, flores celestes.

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Se alguém ama uma flor que existe em um único exemplar entre os milhões e milhões de estrelas, isto é suficiente que seja feliz ao olhá-la.


Antoine de Saint-Exupéry - O Pequeno Príncipe

E tentando fazer este elo entre o céu e a terra, representada pelos seus blocos de vidro, ele criou peças maravilhosas...mas como as imagens falam mais do que as palavras, vejam o diaporama abaixo e me digam se não tenho razão...






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