
Dizem que " O baiano não nasce, estréia", ou que "todo baiano é um artista". Parece exagero, mas vendo esta galeria acima, acredito que estas afirmações não estão muito longe da verdade.
Pois, amigos, fico até envergonhada de dizer isto, mas apesar de conhecer vários países do mundo, não conheço ainda o Nordeste brasileiro. Quero dizer, não conhecia, pois nestas últimas férias procurei remediar um pouco esta grave lacuna e fui à Bahia, entrando pela sua capital, Salvador.
Ah, Salvador...como levei muito tempo para conhecê-la, eu a criei na minha imaginação : uma cidade com casario baixo, coqueirais a perder de vista, mulheres vestidas de baianas vendendo acarajés e jovens praticando a capoeira em cada esquina. Claro que chegando lá não foi bem isto que encontrei. Vi uma cidade grande brasileira típica, com seus arranha-céus e favelas lado a lado, centros comerciais enormes e modernos, e um trânsito pesado. No quesito paisagem havia menos coqueiros do que eu imaginava, mas por outro lado vislumbrei paisagens deslumbrantes principalmente na orla marítima. Mas o mais interessante foi o contato com o povo baiano, tranqüilo e acolhedor.
Aliás, andando nas ruas me dei conta mais que nunca da diversidade de cores dos brasileiros. As estatísticas dizem que 80% dos soteropolitanos são negros. E é verdade que mais que no sudeste e sul do Brasil vemos pessoas negras, de todos os nuances. Observei isto e pensei : "Somos todos brasileiros!" Verdade, fico orgulhosa de vir de um país mestiço, não importa a cor da pele, somos todos brasileiros.
Claro que se remontarmos na história, nossa parte índia sofreu uma aculturação e um extermínio, nossa parte negra veio como escrava, nossa parte portuguesa começou com os degredados. Mas e daí? Com a mestiçagem que temos, cada um de nós é ao mesmo tempo vítima e algoz. Não podemos mudar o passado, o que podemos fazer agora no presente é corrigir as distorções que este criou, para que o futuro seja melhor para todos os brasileiros. Para que gastar energia salientando as diferenças?
Mas depois deste parêntese que foi uma reação ao que li na semana passada relativo a este novo feriado, voltemos a Salvador, seus artistas, suas paisagens, seus monumentos históricos... que vão dar muito assunto, mas para os próximos posts.
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