
Céu Estrelado - Vincent van Gogh
Estou de volta das férias. Em primeiro lugar gostaria de agradecer a todos que passaram aqui para "regar as plantas" deste jardim, deixando mensagens de saudade e carinho durante minha ausência. As férias foram excelentes, mas confesso que senti falta dos nossos papos aqui na blogosfera e que vocês estiveram presentes em muitos dos meus caminhos neste período. Não acreditam? Pois vejam só!
Durante a viagem de ida, quando o avião deixava os céus da velha Europa (ciao, Meire, au revoir, Teresa, hej då, Célia) e começava a cruzar o Atlântico, as luzes da cabine se apagaram. Olhei pela janela, como naquele guache que a Luma fez, e comecei a blogar mentalmente. O momento era mágico, lá embaixo eu via o desenho das costas iluminadas de Portugal e pensei nas rendas deste país reproduzidas nas colagens da Jugioli. Olhando para cima via o céu estrelado e embaixo as luzes das embarcações no mar. As luzes do céu, da terra e do mar, e a luzinha vermelha da asa do avião piscando, piscando, piscando...talvez embalada pelo vinho do jantar, fiquei imaginando se aquela composição não seria uma obra de arte, uma discussão que corria animada no blog do Eduardo naqueles dias. Fiquei com vontade de tirar uma foto, mas achei que não daria certo, naquele momento precisaria do conselho da fotógrafa Flávia Sereia! A Lunna certamente escreveria um lindo poema e o Oscar Luiz encontraria os adjetivos certos para descrever um momento como este, mas eu calei minha mente e só saboreei a paisagem.
Dormi e quando acordei olhando para fora vi um lindo cruzeiro de estrelas...deve ser o Cruzeiro do Sul me dando as boas vindas, pensei. O mapinha do avião indicava que eu já havia deixado para trás a cidade onde mora a Laura e que talvez estivesse passando sobre a toca da d. Minhoca. Logo, logo, sobrevoaria as terras da Marília com suas lindas pedras coloridas...o que me levou a pensar nas criações maravilhosas da Vi, trabalhando pedras e cores. E o Lino, não muito longe dali, já estaria acordado a esta hora?
Lá no Japão, a Lina devia estar preparando o jantar quando o avião aterrissou e eu, do outro lado do mundo, mergulhei no trânsito caótico da manhãzinha de véspera de feriado desta cidade grande que adoro. Talvez nele tenha cruzado a Sam, ou a Karina, ou a Liniane, ou o Mário e também a Aninha, se ela subiu a serra. Adivinhem onde desembarquei!
Precisarei de vários posts para colocar a conversa em dia, pois tenho muita história para contar e sei que muita coisa importante aconteceu na blogosfera e também aqui na França nestas quatro semanas. Me aguardem, devagarinho vou chegar lá...











