
Fotomontagem : escritora do salão dando autógrafos
Este fim de semana de setembro teve muito movimento aqui em Nancy, tendo como tema o livro. Pois é, livro é coisa séria aqui na França, a "entrada literária" é um acontecimento e dentro de algumas semanas teremos a entrega dos prêmios importantes como o Goncourt, Femina e outros. E aqui em Nancy, acontece o primeiro grande salão do ano, "O Livro sobre a Praça", onde os escritores da França inteira querem ser vistos e entrar em contato com o público para apresentar seus lançamentos. O presidente desta edição era Yves Coppens, o arqueólogo que encontrou Lucy, um hominídeo de 3,5 milhões de anos. Além dele, estavam presentes também várias outras personalidades da política, do cinema, da ciência e da televisão.
Mas aqui em casa, o acontecimento era outro, para nós bem mais importante : o 12° aniversário de casamento no domingo dia 23. Para comemorá-lo, fomos almoçar no restaurante mais simpático da maravilhosa Praça Stanislas. E valeu a pena, apesar de ter pedido um prato frugal pois estive adoentada na semana passada e não estava com muito apetite , a sobremesa foi deliciosa : “Chaud-froid aux mirabelles avec son sorbet aux pain d’épices” (quente-frio de mirabelles com sorvete de pão de especiarias”). Hum, delicioso! E o inesperado de nossa comemoração ficou por conta dos vizinhos no restaurante...devido ao “O Livro sobre a Praça” , nas outras mesas se viam todos aqueles medalhões que a gente vê na televisão, parecia que estávamos num palco, me segurei para não sair pedindo autógrafos (rs).
Depois do almoço fomos dar uma volta no local do evento, quer dizer eu entrei e meu marido ficou me esperando lá fora, ele não gosta de empurra-empurra. Até que não tinha tanto, dava para se aproximar das mesas onde os autores falavam sobre seus livros, o que às vezes é impossível, quando está lotado demais. Mas o pior mesmo é quando não tem ninguém, o que já me aconteceu uma vez que cheguei muito cedo... a gente começa a folhear um livro por pura curiosidade, como só tem você ali, o autor se aproxima para te explicar entusiasticamente a história e como ele a escreveu, e depois... se você não gostou ou não pretende comprar o livro, vai saindo com o maior sorriso amarelo. Tem gente que não liga, mas eu acho chato!
O que comprei desta vez? Alguns livros artísticos, no Museu de Belas Artes, que aproveitando o evento estava “queimando” livros, catálogos e affiches. Quanto ao salão em geral, foi um sucesso retumbante, pois este ano bateu o recorde de vendas de livros de toda a sua existência. Pois é, felizmente parece que os livros ainda tem muito futuro pela frente...
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