
Um jardim já é algo de belo por ele mesmo. Os cristais também, toda aquela transparência brincando com a luz sugerindo as formas dadas pelo artista ou pelo artesão. Agora imagine os dois juntos...um jardim de cristal! Pois este foi o tema de uma exposição que visitei domingo passado na cidade de Pont-à-Mousson, perto de Nancy.
Esta cidade tem como atração principal a Abadia dos Prémontrés, uma antiga morada dos monges da ordem do mesmo nome, que data do século XVII. Atualmente nela se realizam exposições principalmente de arte contemporânea, e devo admitir que todas as que visitei não me decepcionaram. Esta, por exemplo, faz parte das comemorações de “Luxemburgo capital européia da cultura 2007”, cujos eventos se estendem pelos países vizinhos, como a França, a Alemanha e a Bélgica.
Esta cidade tem como atração principal a Abadia dos Prémontrés, uma antiga morada dos monges da ordem do mesmo nome, que data do século XVII. Atualmente nela se realizam exposições principalmente de arte contemporânea, e devo admitir que todas as que visitei não me decepcionaram. Esta, por exemplo, faz parte das comemorações de “Luxemburgo capital européia da cultura 2007”, cujos eventos se estendem pelos países vizinhos, como a França, a Alemanha e a Bélgica.
A exposição já começou há mais de um mês, mas pelo fato de ser no jardim, é melhor visitá-la com tempo bom, e este ano, desde o mês de maio até agora só tem chovido. Aliás, como as obras são expostas ao ar livre, eles temem mesmo que se houver uma chuva de pedras elas sejam destruídas. Domingo passado, fomos até lá "entre 2 gotas de chuva", como eles dizem aqui, aproveitando algumas horas de estiagem. Para compor esta exposição, foram convidados cinco grandes nomes da cristaleria francesa : Lalique, Daum, Baccarat, Saint-Louis e Val Saint Lambert. As obras foram distribuídas em cinco canteiros, sendo que quatro rodeavam um central. O tema foi dado pelo designer Vincent Dupont-Rougier e declinado livremente pelos criadores das cristalerias.
O canteiro central foi decorado pela cristaleria Val Saint Lambert, que apresentou uma mesa circular cheia de candelabros, de várias cores e formas. Lalique, escolheu como tema o "Jardim do Eden" e diga-se de passagem, lembrava mesmo um paraíso. Com cisnes e peixes de cristal nadando em um lago, pássaros de cristal pousados sobre a cerca, por um lado. Do outro, ele misturou cactos de cristal aos cactos naturais, dando um efeito muito bonito.
Daum escolheu um tema mais surrealista, com inspiração oriental, pousando várias cabeças de Buda e pássaros exóticos em "massa de cristal" no meio de uma vegetação luxuriante.
Baccarat usou como tema "Alice no País das Maravilhas", com um enorme lustre em forma de cascata e roseiras cujas flores eram cálices de cor púrpura.
Saint-Louis, a cristaleria dos reis da França, lembrou o pomar de Maria Antonieta no castelo de Versalhes, com a eclosão de flores de cristal cercadas por copos verdes simulando o arbusto que delimitava o canteiro.
Tudo muito bonito. Se tivesse que criticar alguma coisa,
diria que a superfície coberta pelos jardins de cristal era pequena em relação à do jardim da abadia, o que deixava as composições meio soltas naquele gramado imenso. E se tivesse que escolher entre os cinco jardins apresentados, o meu preferido seria o de Lalique, com os cisnes e os pássaros e os peixes e os cactus. Bonito demais! Em seguida, viria o de Saint-Louis, cuja cor predominante era o verde e dava uma continuidade ao gramado de uma forma muito harmoniosa. Pena que a exposição fecha às 18 horas o que no verão ainda é pleno dia, ela deve ser lindíssima à noite, sob a luz dos refletores. Talvez ainda volte lá para tirar mais fotos, porque realmente esta exposição merece.
diria que a superfície coberta pelos jardins de cristal era pequena em relação à do jardim da abadia, o que deixava as composições meio soltas naquele gramado imenso. E se tivesse que escolher entre os cinco jardins apresentados, o meu preferido seria o de Lalique, com os cisnes e os pássaros e os peixes e os cactus. Bonito demais! Em seguida, viria o de Saint-Louis, cuja cor predominante era o verde e dava uma continuidade ao gramado de uma forma muito harmoniosa. Pena que a exposição fecha às 18 horas o que no verão ainda é pleno dia, ela deve ser lindíssima à noite, sob a luz dos refletores. Talvez ainda volte lá para tirar mais fotos, porque realmente esta exposição merece.











