| Palácio dos Bandeirantes : um estilo eclético e em sua fachada pode-se observar painéis murais descrevendo cenas da história de São Paulo Na nossa recente visita a São Paulo e ao bairro do Morumbi (que quer dizer Monte Verde), além da Capela do Morumbi e da Casa da fazenda, tivemos a oportunidade de fazer uma visita monitorada ao Palácio dos Bandeirantes, com direito a conhecer algumas salas do Palácio e a exposição "Pessoas Modernas", que como o nome indica fazia uma retrospectiva do movimento modernista. A visita começou pelo salão nobre do Palácio. Neste, encontram-se obras importantes do acervo do governo do Estado de São Paulo. Dominando o centro, encontra-se o magnîfico painel do artista Antonio Henrique Abreu do Amaral, alusivo às riquezas agrîcolas do estado. Nas outras paredes também vimos obras de importantes artistas brasileiros como Manabu Mabe, Tohmie Ohtake, Danilo di Prete, Alfredo Volpi, Clovis Graciano, Djanira, Mario Zanini, Aldemir Martins e outros. Havia também môveis da época barroca e esculturas de artistas contemporâneos e do barroco mineiro. Do jardim que ocupa uma área de 125000 m2, além de uma vista panorâmica da cidade, pudemos admirar a variedade de árvores, algumas remanescentes da Mata Atlântica, outras "exóticas" e ficamos sabendo que nele vivem 40 espécies de pássaros. Nele foram colocadas belas esculturas de Bruno Giorgi e Felicia Lerner, entre outros. Subimos então a escadaria contemplando a "Galeria dos Governadores", com os retratos dos governadores paulistas e nos dirigimos ao primeiro andar para ver a exposição. Mas esta contarei depois, por enquanto deixo estas fotos das obras do acervo que podem ser vistas no Palácio dos Bandeirantes, um passeio que vale a pena para quem mora ou está de passagem na Paulicéia.
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quinta-feira, 12 de março de 2009
Tea for Ten III
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Tea for Ten...(II)
Depois da visita à Capela do Morumbi, continuamos descendo a avenida, e chegamos então a uma outra parte da antiga fazenda de chá, a "Casa da Fazenda". Adentrando nela, com sua decoração no estilo colonial, sua vasta varanda dando sobre um pomar de árvores centenárias, um jardim com um espelho d'água e uma capela, tínhamos a impressão de fazer uma viagem no tempo, em direção ao século XIX. © Carmen Gonçalves Dizem que devido ao aspecto romântico e histórico do lugar, vários filmes e novelas já foram gravados nele (Sinhá Moça, Beto Rockefeller, A Moreninha, entre outros). Construida em 1813 pelo Padre Feijó nas terras dadas por D. João VI ao inglês John Rudge, ela foi restaurada recentemente a partir das antigas fundações, pois depois do desmembramento da fazenda pertenceu a vários proprietários até 1974, ficando em seguida abandonada durante mais de 20 anos.. © Carmen Gonçalves A restauração começou pelo jardim, no qual foi reproduzido um típico jardim colonial brasileiro. "Jaboticabeiras centenárias, abacateiros e mangueiras compõem as árvores mais antigas. Fazem parte da vegetação ipês, jacarandá, resedás e magnólias. Quanto às flores, azaléias cor-de-rosa colorem a frente do terreno, os jasmineiros e moréas se encarregam de dar seu toque branco ao redor da casa e as heras africanas, trepadeiras e jasmim-carolina enfeitam o orquidário"(descrição daqui). © Carmen Gonçalves A antiga senzala, com suas paredes espessas e suas janelas com grades também foi preservada e pode ser visitada, lembrando este triste episódio da história do Brasil, assim como uma mini-capela dedicada à Santa Clara, cujos afrescos foram inspirados nas capelas do século XIX. © Carmen Gonçalves No casarão funciona há 8 anos a ABACH (Academia Brasileira de Arte, Cultura e História) e uma grande parte da propriedade é dedicada a exposições de artesanato e de arte contemporânea. © Carmen Gonçalves No interior do casarão (cujo forro-gamela foi pintado com motivos florais por Carlos Machado reproduzindo a tapeçaria de uma porta de sacristia de 1850), funciona um restaurante que serve cozinha internacional e cozinha típica da fazenda. Dizem que o "tea time" é muito concorrido principalmente no inverno, tudo é servido seguindo a tradição da antiga fazenda de chá. Pois é, como fiquei encantada com o lugar, meus familiares me convidaram para almoçar no restaurante de lá no dia do meu aniversário (não foi um tea for ten, mas um lunch for ten...rs). Mas era também o dia do aniversário da cidade de São Paulo, então eles estavam servindo este bolo da foto abaixo com a bandeira paulista (que estava delicioso...). O que poderia ser melhor para festejar o aniversário de uma paulistana nascida em um 25 de janeiro, não é mesmo? © Carmen Gonçalves |
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Tea for Ten...
![]() Capela do Morumbi A cidade de São Paulo não cessa de me surpreender...desta vez foram as "descobertas" que fiz a respeito do bairro do Morumbi. Já conhecia a Casa "Maria Luiza e Oscar Americano" e o Palácio dos Bandeirantes (fui lá quando estava no colégio com minha classe não me lembro para qual cerimônia), mas soube que eles fazem visitas monitoradas e que havia uma exposição sobre o modernismo, então fomos até lá para conferir. Parede de taipa de pilão sobre a qual esta a capela Depois da visita resolvemos descer a pé a Avenida Morumbi e foi aí que conhecemos a história do bairrro...pois paramos na Capela do Morumbi onde encontramos alguns jovens monitores que nos explicaram em detalhe que :
Detalhe do afresco representando o batismo de Cristo (Lúcia Suanê)
Detalhe do afresco representando o batismo de Cristo (Lúcia Suanê)
Instalação "Lux" (Laura Vinci)
(continua no próximo post) |
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Geometrias Rurais
Caros amigos, como vocês podem constatar o Jardin reabre suas portas depois de longas férias, que foram principalmente dedicadas à família...e por falar nisto dedico este post à minha irmã caçula e a seu marido, que foram nossos (perfeitos) anfitriões durante a maior parte de nossa estadia no Brasil e em cujo sítio estas fotos foram feitas. Muito obrigada aos dois!!!
Agradeço também a todos vocês que "regaram as plantas" deste Jardin com seus comentários e seu carinho durante todas estas semanas. Acredito que sera difícil me inteirar sobre o que aconteceu na blogosfera durante minha ausência, mas prometo que vou tentar...me aguardem!
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Silêncio no Jardin
Brrrrr...aqui está frio, seus habitantes saíram de férias e o Jardin vai hibernar durante algumas semanas...
Abraços para todos e até breve!
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
A Primeira Vez
A lenda desta ilha tem origem na Odisséia de Homero : seus frutos, os "lotos", teriam um sabor de mel : quem os experimentar não desejaria partir nunca mais...Trata-se da ilha de Djerba, e foi nela que desembarcamos quando fomos ao sul da Tunísia e fizemos nosso périplo pelo deserto, que narrei no post precedente. Não ficamos nela muito tempo, mas me lembro de suas casinhas brancas se recortando contra o céu azul, do exotismo do hotel, dos comerciantes que chamavam todas as mulheres de "gazela" e os homens de "gazu". Quando lá cheguei o funcionário do aeroporto me disse : "É a primeira vez que um passaporte brasileiro passa pelas minhas mãos". Sorri e pensei na responsabilidade da imagem que deixaria, sendo possivelmente a primeira brasileira a pisar naquelas paragens...mas gosto muito de "viajar por mares nunca dantes navegados". Mas esta viagem à Tunísia foi marcada certamente pela hospitalidade do seu povo, mas também por muitas "primeira vez" e por um certo choque cultural :
Pois é, e dizem que é um país que evoluíu em termos de direitos femininos, lá não existe mais a poligamia, ainda presente nos países vizinhos. Mas uma mulher que quiser fazer uma viagem, por exemplo, mesmo que seja independente financeiramente, deve possuir uma autorização escrita do "homem da família", seja o marido, pai ou irmão...e elas são felizes assim. Dá para entender? |
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
A Travessia do Deserto
"Du vent, du sable et des étoiles (vento, areia e estrelas)", dizia do Saara o escritor do Pequeno Príncipe, Saint Exupéry. Dizer que ele é espetacular é um eufemismo, os produtores de Hollywood também o reconhecem, pois realizaram no Saara Ocidental, no sul tunisiano "Guerra nas Estrelas" e "O Paciente Inglês". E foi este canto do Saara que tive a ocasião de conhecer há alguns anos atrás. Meu marido recebeu um convite para participar como conferencista dum curso na cidade de Gabès e resolvemos aproveitar para acrescentar uma semana de férias passeando no Saara, que não fica distante dali. Tratava-se duma excursão que partia de Douz, a "porta do deserto" e adentrava no Saara durante 7 dias, "cavalgando" as dunas com os jipões, andando de camelos, visitando os oásis de montanha da fronteira argelina (foto acima), a cidade de Touzer com suas tamareiras, atravessando o lago salgado Chott-el-Jérid , visitando os souks, os vendedores de tapete, as cidades trogloditas...bem na base da aventura, se hospedando muitas vezes em hotéis rústicos ou tendas, sem água corrente nem eletricidade. Sem dúvida um ponto alto do passeio foi a parada no oásis onde passamos a noite. Primeiro porque lá tive a oportunidade de andar de camelo entre o oásis e um forte que ficava a 7 km. Morri de medo mas a paisagem do forte no meio da areia se recortando contra o horizonte na hora do por do sol foi inesquecível. Depois, à noite os árabes dançando à beira da fogueira sob o sol estrelado foi magnífico (apesar dos borrachudos, nunca vi mosquitos tão ferozes). Mas o mais surpreendente foi que a temperatura que durante o dia era de quase 40 graus, à noite caíu vertiginosamente...e os cobertores que tinham ficado abandonados num canto na tenda coletiva onde dormíamos passaram a ser disputados "no braço" no meio da escuridão, uma loucura! Legal também foi ver uma miragem. Sempre pensei que miragem fosse algo psicológico, porque a pessoa estava com sede. Mas não é não, é um fenômeno físico causado pela refração nas camadas de ar aquecidas pelos raios de sol sobre o lago salgado, logo todos que a observam vêem a mesma coisa. Nós vimos no ar um carro passando numa estrada próxima. A noite no hotel troglodita (cavado na pedra) de Matmata também foi pitoresca. Parecia que estávamos dormindo num túmulo, até a cama era cavada na pedra...Também valeu a pena as visitas que fizemos aos souks, mercados onde se vende de tudo numa aparente desordem e onde a pechincha faz parte do negócio, foi muito divertido. Foi uma viagem muito pitoresca, mas tive problemas de alergia por respirar a areia do deserto ( entendi então porque os beduínos usam aquelas turbantes que cobrem o rosto até o nariz) e tive um começo de insolação porque um dia tomei sol demais...logo fiquei bem contente quando voltamos a Gabes e havia um hotel normal, com uma bela "salle de bains", uma cama fofinha e o conforto da civilização. Sou mesmo um "bicho da cidade", não tem jeito... |
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Balada de Outono
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segunda-feira, 8 de setembro de 2008
No tempo dos cavaleiros...
O País...Luxemburgo é um pequeno país apertado entre a Bélgica, a França e a Alemanha, que possui menos de 500000 habitantes e no entanto fala 3 línguas (francês, alemão e luxemburguês) . É um grande-ducado constitucional (como curiosidade, a grande-duquesa .é latino-americana, de Cuba e se chama Maria Tereza). É um dos países mais ricos da Europa, grande centro financeiro, muitos franceses vão trabalhar lá porque os salários são mais altos que na França...
A Cidade...Vianden é uma cidade turística, cujas atrações principais são seu castelo no alto do rochedo que domina a paisagem, um lago artificial que regula a produção de eletricidade, o rio Our que a atravessa e a casa de Victor Hugo. Pois é, o escritor dos "Miseráveis" morou apenas durante alguns meses mas sua casa é uma atração local. Possui também o "Museu de Arte Rústica" e o pequeno "Museu da Boneca e do Brinquedo". Neste, uma vez comprei uma boneca antiga que é uma graça, a cara da minha irmã quando criança...
O Castelo...ele é magnîfico, quando nos aproximamos da cidade, fazemos uma curva na estrada e ele aparece diante dos nossos olhos no alto do rochedo...é um verdadeiro espetáculo, principalmente quando chegamos la à noite. Começou a ser construído pelos romanos, e a maior parte de suas edificações data da Idade Média. Há 30 anos era um ruína, e graças a uma associação foi completamente restaurado. Ele pertencia à família do grã-duque, e agora pertence ao paiís. Descobri durante uma visita que o Maurício de Nassau que comandou os holandeses quando invadiram o Brasil fazia parte desta família...
O Festival Medieval...ele acontece durante o mês de agosto e reúne a população local e os turistas no castelo. Nele ocorrem combates de cavaleiros medievais, apresentação de trovadores e menestréis, jogos e atrações medievais além de uma feira onde se encontra roupas, objetos e artesãos trabalhando como na Idade Média. Os participantes se vestem a caráter e se vê de tudo, desde "mendigos", mágicos, cavaleiros, enfim tudo que possa evocar a Idade Média.
Foi um belo passeio, o dia estava ensolarado, a cidade e o castelo fervilhavam de turistas e de animação...se quiser segui-lo conosco clique no painel abaixo para ver o diaporama no Picasa.
Veja também :
Vídeo sobre a cidade de Vianden
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sábado, 23 de agosto de 2008
O Danúbio Azul
Visitei a fonte do Danúbio há alguns anos (foto acima), e a vendo assim tão singela e simples é difícil imaginar que é a origem de um dos rios mais importantes da Europa, que atravessa 10 países, 4 capitais e foi testemunha de muitos acontecimentos marcantes na história da Europa central e oriental, como guerras, aparição e desaparecimento de impérios e nações. Mas ele tem também seu lado romântico, como nos lembra Strauss com seu Danúbio Azul. Para este fim de semana proponho a vocês este passeio seguindo o Danúbio de sua fonte na Floresta Negra na Alemanha até seu delta no mar Negro, entre a Ucrânia e a Romênia. Dos lugares em que o vi, eu o achei mais belo em Budapeste. E vocês, o que acham? ▲ Alto da Página ▲ |
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Os Guerreiros da Eternidade
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